Mas numa situação dessa é difícil não ficar ansiosa. Mais uma noite para pensar, não tinha opção, precisava realmente me despojar de mim mesma por amor ao Lucas. Passei a noite orando e olhando o Lucas, bateu-me um cansaço tão grande que de madrugada acabei adormecendo sentada mesmo ao lado dele. Acordei com a enfermeira me chamando para colher o sangue dele, e, Lucas já chorando com medo da agulha. Mais ou menos , às duas horas da tarde, a doutora outra vez veio falar comigo , que ele já ia para o Inca..
Meu coração doía demais, mas tinha que ser forte, liguei para meu marido que viesse para irmos juntos. Fui na ambulância com ele que tudo perguntava e olhava pra tudo o que faziam. Chegando lá , nos mandaram para o décimo primeiro andar,para passarmos pelo médico de plantão, aguardamos ansiosamente por ele.
Repeti mais uma vez para ele tudo , como começou e, encaminhou-me para fazer a matrícula dele. Aguardamos a tarde inteira, lá pelas seis horas da tarde é que descemos para a enfermaria. Para mim foi um choque ao ver a situação daquelas crianças, que lá estavam internadas. Foi então, que comecei a perceber a gravidade do problema do meu pequeno Lucas.
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