Dia nove de novembro, dia do transplante estava muito sério e compenetrado e muito calado. Tomou seu banho , depois dos medicamentos eu e ele oramos entregando ao Senhor aquele dia tão aguardado e esperado por ele e eu , padre Leandro chegou para assistir ao transplante junto à Michele sua mãe e alguns amigos , somente o padre pode assistir. Começou a preparação e pedi ao biólogo se P. Leandro poderia abençoar o sangue do cordão que ele iria receber , o qual o permitiu , e então exatamente na hora da misericórdia do Senhor às 15:00 hs , liguei o rádio na Rádio Catedral onde P. Alex estava rezando o terço da misericórdia e entregando ao Senhor o momento do transplante do Lucas , rezamos juntos , P. Leandro deu ao Lucas o terço que ele tinha ganhado do Papa João Paulo II , e ele enrolou o terço na mão e olhando para o crucifixo rezava enquanto ia sendo transplantado . Não teve nenhuma ocorrência durante o transplante, graças a Deus.
Logo assim que acabou ele sentiu muita cólica abdominal e evacuou muito. Naquela noite teve febre e muitas cólicas e muitas vezes durante a noite evacuou outro dia amanheceu um pouco inchado seu abdômen, rosto e pernas não estava urinando, deram-lhe uns remédios para urinar. Dia 19/ 11 / 2005. Lucas continuava com o abdômen muito inchado e reclamando dores. Tomava muitos remédios relacionados ao transplante e para as dores que iam surgindo, mas meu pequeno e grande guerreiro não reclamava como deveria, sendo uma criança, mas era uma criança especial. Neste dia, quando tinha acabado de tomar banho e que eu estava secando seus pezinhos ele recamou uma dor no dedinho do pé, e, então examinei para ver o que era, quando separei o dedinho para olhar ele reclamou que doía muito, e, achei bem no meio do dedinho um machucadinho bem pequeno , mais parecia uma bolhazinha de água e ele disse que doía muito , não podia tocar . Quando o médico entrou falei e mostrei a ele que passou uma pomada . Começou a usar a pomada mas , não estava fazendo efeito nenhum , além dessa dor eram muitas outras dores , mas ele tinha dentro dele uma serenidade indescritível , realmente era Deus presente nele . Dia 29 / 12 / 2005 seu dedo estava infeccionado , trocaram várias vezes de pomada . Quando fui limpar e secar seu dedinho ele gritou de dor , que olhei estava cheio de pus , corri atrás da doutora que me pediu que não continuasse que ela iria colher material para cultura.Dia 03/12/2005,Dr Jorge relata risco de fusarius na lesão (fungo muito agressivo).No outro dia já estava ulcerada.
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