Novamente comecei a ligar para saber o que estava acontecendo,era a obra no andar que não tinha acabado. Entreguei ao Senhor nossa ansiedade e O pedi que acalmasse meu coração e o do Lucas. Nesse meio tempo Lucas me disse:vovó,diz lá pra aquela gente do hospital que já estou pronto a hora que eles quiserem
Em outubro,Dr Décio me ligou pedindo que eu fosse lá. E lá chegando, me disse que Lucas iria internar no dia 1 de novembro,que as obras tinham terminado. Lucas ficou feliz da vida e saímos de lá fazendo planos,muitos planos... Claro que eu tinha consciência de todos os riscos mas, a minha confiança em Deus era tão grande que isto não me abalava. Todos os dias eu e Lucas orávamos juntos entregando ao Senhor, meu pequeno intercessor...
Chegou o dia Lucas acordou cedo, tomou seu banho trocou sua roupa e ficou me aguardando não via a hora de sair para o hospital. Colocou sua mochila nas costas e saiu feliz ,dizendo a todos que encontrava,estou indo para fazer meu transplante. Chegamos no hospital às 10:00horas da manhã, e Lucas corria pra lá e pra cá nos corredores , ansioso pra se internar logo. Fez amizade logo com as meninas da recepção, com a assistente social Claudia e, as enfermeiras do andar. Cantava, conversava, contando que era coroinha, e, logo conquistou a todos do sétimo andar.
Somente às 16:30 h é que Lucas foi para o quarto. Tomou seu banho se vestiu e sentou-se em sua cama para jogar vídeo game. À noite começaram a medicá-lo , mas tão ansioso estava que não conseguia dormir. Somente às 23:00h , Lucas dormiu. No segundo dia começou a quimioterapia e eu orava junto ao Lucas , ele não tinha noção da quantidade de drogas que entrava pelo cateter e, isso me afligia, ele que sempre queria saber o que estava tomando e para que era o medicamento, não estava nada preocupado, simplesmente confiava e aceitava tudo.
Lucas acreditava na cura sua determinação era inexplicável sua confiança em Deus era maravilhoso se ver. À noite orávamos clamando a presença dos anjos de Deus, ele segurava seu bentinho nas mãos e orava com toda fé. No terceiro dia Lucas teve uma bacteremia. Bactéria no cateter, teve que ir para o centro cirúrgico trocar o cateter. Durante uma semana ficou ali tomando medicamentos fortíssimos, teve enjôos, diarréia, mas nada reclamava, ao contrário os médicos e enfermeiros entravam e perguntavam: Tudo bom Lucas? Ele dizia : tudo bom ,e sempre sorrindo . Finalmente chegou o dia tão esperado para o Lucas, ele estava bastante debilitado, calado, sério, na noite anterior não conseguiu dormir. O dia para ele foi intenso. Eu também não consegui dormir estava preocupadíssima, clamei muito ao Senhor por ele.
Nenhum comentário:
Postar um comentário